sábado, 4 de agosto de 2007

-Ah grande porcaria!
Juliana chutava uma caixinha de papelão, e amassava e rasgava o que parecia ser o manual de instruções da maquininha de ler pensamentos.
-Não acredito que fui enganada!
O aparelho não havia funcionado e ela estava muito, mas muito decepcionada.
-Eu te prometo, da próxima vez vou te trazer uma máquina de dissimulação e fingimento, essa sim eu sei que funciona.

Tive que concordar com o que ela disse. E imaginei que este recurso seria muito útil para mim. Eu digo o que eu penso o tempo todo, por isso que as pessoas pensam que eu sou louca.

Me sentei na frente do computador pra passar o tempo. Não esperava que fosse escrever alguma coisa já que não estava deprimida o suficiente ou feliz o suficiente.
Mas mesmo assim os dedos tamborilaram desesperadamente sobre as letrinhas do teclado.

Nossa quanta alienação. Eu não leio o jornal, não vejo mais tv. Mas em compensação aprendo uma coisa maravilhosa a cada dia. Viver é mesmo fantástico! E é incrível como a minha fonte de inspiração são as coisas que eu não sei.
Na duvida, eu pergunto pra ela:
-Juliana, o que eu faço?
-Diga sempre obrigado, peça desculpas e perdoe sempre.

Um comentário:

Wagneto disse...

A tua criatividade é muito grande, fico me perguntando se o narrador e o personagem não retratam alguma coisa da vida do autor. :)