segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Acordei no paraíso com tanta sede que quis beber a água do mar. Que tola que eu fui.
Como pude pensar que encontraria doçura?
E bebi e bebi toda a água salgada sem ficar satisfeita.
O calor do sol causava euforia. E quando percebi, eu havia me embriagado sem pedir a mim mesma o consentimento.
As pernas eram leves e os braços dançavam no ar sem precisar de nenhuma espécie de música. Eu era o vazio entre o azul do céu e a areia branquinha. Eu não era nada mais. Eu sentia a paz de não ser ninguém. Não ter um corpo, não ter um nome. Não ter um cérebro que pensa, sentir o silêncio na cabeça oca. Gritaram em meus ouvidos: “Alguém está ai?”. O som ecoou distante. Eu era um precipício.

3 comentários:

dantezcoman disse...

Tio Sid manda lembranças?

Wagner Sabbado disse...

Fantástico!
To com saudades tuas!
Te desejo tudo de bom para esse ano!
Beijo!

Agatha disse...

Oi!!
Aqui é a tal amiga do Gui que te mandou um recado no orkut...=D
Consegui comentar! Oba!

Bom começo de ano!!
Texto curtinho, mas legal como todos os outros.
Beijo!