sábado, 5 de abril de 2008

-Escrever sobre o quê? Há tantas coisas para serem vividas!
Dizia Juliana, rodopiando na ponta dos pés.
Eu olhava para ela, tão leve e alegre. Enquanto minha cabeça mau-humorada e pesada mais parecia uma fruta madura pronta para saltar para o gramado.
Eu olhava algumas fotos. Encontrei uma foto minha de quando era pequena. Os olhos ainda são iguais. Não apenas no formato (parece que não cresceram!), mas na forma como brilham. Olhinhos de bolita. Como as bolinhas do abajur de bolinhas de gude. O “abagudejur”.
-Ainda sou a mesma? – Perguntei para Juliana.
-Sim. Mas sinto saudades dela.