domingo, 25 de maio de 2008

Juliana estava triste, segurava entre as mãos um pássaro. Supostamente morto.
-Deixe me ver...é só uma asa quebrada. - Eu disse.
A tempestade da noite anterior deve tê-lo derrubado do ninho, e um gato o pegou. Ele vai ficar bem.
-Tem certeza?
-Tenho.
Claro que não muito tempo depois o pássaro morreu.
Eu depositava o pequeno defunto dentro da caixa de sapato mortuária.
E com os olhos cheios d'água ela resmungava:
-Ah, você não sabe de nada!

5 comentários:

Ma disse...

me lembrei de quando "sepultava" formigas e joaninhas em caixinhas de fósforo... e era triste...

roger disse...

Como os outros, muito bom este post. Contudo, às vezes as referências que temos atrapalham a interpretação e é o que está acontecendo comigo agora: toda vez que leio "pássaro morto" lembro automaticamente de "killing birds" do chris cornell, que, em que pese o título, não tem muito a ver com o tema. Sei que há algo bem mais profundo nas entrelinhas do que está escrito (porque em todos os outros texto tenho percebido), mas estou com a visão ofuscada. Vou tentar reler pensando num outro animal. Sapo vale?

Murilo disse...

"Ah, você não sabe de nada!"

huauha

Quel disse...

Adoro a Juliana.

dantezcoman disse...

Ou sabe, mas não sobre medicina...