quarta-feira, 25 de junho de 2008

Eu dava um propósito a vida de uma garrafa de vinho enquanto Juliana saboreava um prato de felicidade.

Fomos dar uma volta e ela me levou a um restaurante novo. Chegamos atrasadas, mas para meu espanto, a melhor mesa nos aguardava.
-A mesa de sempre mademoiselle? – Disse o homem empinado, se curvando para ficar a altura dela. Juliana assentiu, e eu a segui como mera convidada.

Eu estava faminta.
E estaria até agora se o rapaz de gravatinha não tivesse atendido ao meu pedido.
A faca e o garfo já arranhavam a louça quando Juliana perguntou:
-O que era isso?
-Não sei. Mas tinha gosto de nada.
Nos preparávamos para levantar da mesa quando o garçon veio até nós.
-Amor?
-Eu não, obrigada. – Juliana faz sinal com o dedinho. – Já estou cheia.

3 comentários:

Maria Fernanda disse...

Um pouco mais de amor não faz mal à ninguém.

amália :) disse...

também estou cheia de amor, ultimamente ele me causou várias indigestões.

dantezcoman disse...

amor é supérfluo, quando a gente não tem.

só que a gente só descobre isso quando tem.

é um mundo estranho.