sábado, 7 de junho de 2008

Não sei que dia é hoje. Estou dormindo e sonhando.
Juliana me convidou para uma festa.
É noite e o lugar está cheio de pessoas. Todas elas dançam.
Vejo um rosto conhecido:
-Quanto tempo! – Ele diz.
-É mesmo. Como está a família?
-Elas estão aqui!
Ele aponta para onde dou as costas. Me viro e vejo um armário de portas compridas com prateleiras dentro.
Abro e lá estão: sua mãe, sua irmã, sua tia e sua avó. Espremidinhas e encolhidinhas.
-Querida, quanto tempo! Como está?
-Bem! E vocês?
-Estamos ótimas! - respondem em coro.
Fecho o armário. Em outro canto alguém me chama.
-Vamos ver como está esse aparelho?
-Aham. - Dou um sorriso largo.
Me deito. Estou numa mesa de autópsia ao por do sol. Minha família está aqui.
Grãos de milho estouram. Pipocas salgadas transbordam da minha barriga, enquanto eles enchem as mãos e as levam até a boca, famintos.
Acordo atrasada. Tomo banho, me visto. Vou pra faculdade. Volto pra casa.
Na porta do meu quarto meu cachorro me espera.
-Vamos dormir? Pergunto. Ele responde abanando o rabinho. Pula na cama e deita a cabeça no meu travesseiro.
Fecho os olhos.
Com as mãos na cintura, Juliana pergunta:
-Preparada para mais diversão à meia-noite?

Um comentário:

dantezcoman disse...

Urru! Da próxima vez, tentam achar um ornitorrinco!