segunda-feira, 7 de julho de 2008

Juliana segurava na ponta do nariz um choro sentido.
Enquanto isso em baixo de sua cama eu lutava contra algum tipo de monstro.
Eu que tenho dó até das piores criaturas, tive que matá-lo.
-Pode vir agora. - Eu disse, pegando ela nos braços.
Ela dormia seu sono não tão profundo, e agora era eu que encarava o teto.
-Não consegue dormir? - Ela murmurou - Onde está o monstro?
Não era nada que pudéssemos lutar contra, e explicar isso para Juliana é algo difícil.
-E o que é então? O que?
-É a vida Juliana. A vida. As vezes perco a fé na humanidade.
Seus olhinhos brilharam no escuro e durante algum tempo ela pensou:
"Sorte a minha que não sou ninguém".