domingo, 29 de março de 2009

Eu escovava meu cabelo, cuidadosamente semi-alcoolizada.
Um sapo em minha garganta saltitava.
Pela janela, eu observava o gramado iluminado em plena tarde quente de domingo.
A grama parecia estar feliz por ser apenas um monte de folhas verdes.
E eu a invejava.

Juliana me observava, sentada no sofá. O sorriso estampado em seu rostinho não me agradava muito:
-Acho que você finalmente enlouqueceu.

sábado, 7 de março de 2009

E Chegou o dia em que a pequena Juliana se presenteou com o direito de ficar braba. Aparentemente eram muitos motivos.
Mas a raiva para alguém tão bom é uma questão de preparação. Passaram dias e dias, sem que eu ouvisse uma palavra dela. Ela passou meses em silêncio até o dia em que finalmente seus lábios se abriram e a palavra saiu, incrivelmente bela:
-Ódio.
A palavra foi embora no ar, perfeita. Com todas as sílabas, com letra maiúscula e com um ponto final.

Agora não havia sobrado nada, e ela estava preparada para novas frases, maiores e mais bonitas.