– Me dá! – Ela disse.
Acordei com uma frase na cabeça.
Mas Juliana a apanhou antes que eu pudesse ler.
Ela dobrou e guardou no bolsinho do casaco.
– Não vou te contar o que é! – Disse zombeteira.
E lá se foi algo que eu poderia escrever.
A mesma coisa na manhã seguinte. E na outra também.
Eu acordo durante a madrugada. E o bolso de Juliana transborda.
Tenho insônia durante a semana inteira. E Juliana compra uma caixa.
Escuto os passinhos dela cruzando o corredor no meio da noite.
“Tap, tap” no assoalho.
Tradução: ela vai aprontar.
Pulo da cama e vou atrás dela.
Ela está sentada na mesa da sala, usando óculos grandes demais para suas orelhas.
Só para fazer pose.
Acordei com uma frase na cabeça.
Mas Juliana a apanhou antes que eu pudesse ler.
Ela dobrou e guardou no bolsinho do casaco.
– Não vou te contar o que é! – Disse zombeteira.
E lá se foi algo que eu poderia escrever.
A mesma coisa na manhã seguinte. E na outra também.
Eu acordo durante a madrugada. E o bolso de Juliana transborda.
Tenho insônia durante a semana inteira. E Juliana compra uma caixa.
Escuto os passinhos dela cruzando o corredor no meio da noite.
“Tap, tap” no assoalho.
Tradução: ela vai aprontar.
Pulo da cama e vou atrás dela.
Ela está sentada na mesa da sala, usando óculos grandes demais para suas orelhas.
Só para fazer pose.
Espalhadas pela mesa, minhas frases são um quebra-cabeça que ela monta.
– Juliana, o que é isso? – Pergunto.
Ela não perde tempo olhando pra mim quando responde:
– É minha brincadeira favorita!
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