domingo, 11 de abril de 2010

Juliana me contou como foi o que dia em que me conheceu. Ela tinha acordado cedo, tomado um Nescau e colocado o seu melhor vestido de passeio.

– Eu quero um emprego. – Disse ela, para a mocinha do setor de RH do mundo imaginário.
– É voluntário. E precisa pagar uma taxa de inscrição.
Juliana torceu o nariz.
– Pelo menos eu posso escolher quem eu quero?
A resposta da mocinha foi seca:
–Não.
Juliana torceu o lábio, fazendo uma careta:
-Tudo bem!
Quando Juliana terminou de preencher os papéis, a mocinha apontou com o dedo algo parecido com uma máquina de refrigerante.
– São duas moedas.
Juliana teve que pedir emprestado.
Ela foi até a máquina e colocou as moedinhas. Elas fizeram barulhinhos até cair.
Juliana apertou o botão e esperou.
Nada aconteceu. “Só o que faltava”.
Ela olhou ao redor pra ver se ninguém estava olhando, e começou a dar chutinhos na máquina com toda a sua força.
Até que finalmente dela saiu um papel.
Era o meu nome e o meu endereço.
Ela dava as costas para o seu mundo, quando a mocinha chamou sua atenção:
– Ei! Não esqueça o crachá!

E então ela partiu, trazendo uma mochila nas costas e nas mãos uma lancheira.
E muito orgulhosa de si, ela sorria ao olhar o bilhete escrito com giz de cera, que colado em seu peito com fita adesiva dizia:
“Juliana. A serviço”.

2 comentários:

Jess disse...

Juliana existe sim. Talvez pra mim com outro nome.

Wagner Sabbado da Rosa disse...

claro que ela existe, o titulo é para dar um efeito literario que eu ainda nao compreendi; a Morgana escreve muito bem! heheheh