sábado, 11 de setembro de 2010

Juliana pegou uma palavra em suas mãos pequeninas e a jogou no lixo.
E pegou outra após outra, até ficar ela cansada, ou o lixo muito pequeno.
Em outros tempos, eu pensaria “Quanto desperdício!”
Hoje, olhando para ela, depois de muito tempo sem vê-la,
Eu tapo minha boca, ilumino meus olhos com o seu sorriso,
E risco um palito de fósforo.
O professor entra na sala e me censura pela minha infantilidade:
“Quem é que não sabe que não se brinca com fogo”?
Juliana intercede por mim aos sussurros:
-Nos perdoe... Somos apenas um erro de digitação!

Um comentário:

Wagner Sabbado da Rosa disse...

E ae, mais um excelente post, nao se estressa com erros de digitaçao. Claro que é bom escrever bem, mas bom, isso nao é tudo. Nao adianta fazer um belo vaso com ornamentos e em dourado se nao ha flores para por nele. E você é a propria primavera nas palavras. A natureza que cresce em desordem, mas em harmonia, e que esta se aperfeiçoando cada vez mais. Nao tenha duvida do teu talento, a Juliana é viva por causa da tua força criativa e isso voce tem bastante. Os erros tem duas funçoes, ou servem para serem corrigidos ou para se transformarem em palavras da literatura. Neste campo nao existe limites. Quem é que vai poder domar o cavalo indomavel que é a arte? Acho que voce nao tem o estilo para trabalhar com a natureza morta e se tem é como Picasso que a desconfigura totalmente. Um abraçao do fã numero 956784, nao pense que sou o unico a admirar o seu Trabalho. E uma escrita perfeita e tranquila sao para as almas mornas, acho que nao é teu caso. Bjos!